Ginástica em casa

Nunca fui uma boa esportista. Sempre fui a última a ser escolhida na Educação Física. Nunca levei a mal, também nunca me esforcei. Para o professor, eu sofria de cólicas menstruais crônicas e acachapantes várias vezes por mês – o que não era verdade.

Aos 15 anos fui obrigada a começar a ir à academia, porque de acordo com um médico apocalíptico eu estava à beira da diabetes – o que não era bem assim, mas era verdade que eu tinha uma vida muito sedentária e as taxas realmente estavam bastante alteradas.

Mas sempre empurrei com a barriga (literalmente), fazendo o mínimo necessário para manter o exame de sangue satisfatório. Apesar de ter baixa auto-estima por ser cheinha, meu desprezo por atividades físicas sempre vencia. Até que aos 19 anos, a combinação entre a) um crush que me disse que eu precisava emagrecer e b) uma balança que realmente mostrava que eu estava, sim, acima do peso, me fizeram levar os exercícios e o cuidado com a alimentação a sério pela primeira vez. Entrei em parafuso, passei a comer só salada e a caminhar em média 1h30 por dia. Emagreci 8kg em um mês, o que na maioria das vezes se prova não ser muito eficaz. Felizmente, quando o choque passou, consegui manter o peso num patamar razoável e tinha me acostumado a comer coisas saudáveis e a me manter em movimento. Pela primeira vez em muito tempo, estava me sentindo muito satisfeita com o espelho e sentindo meu corpo renovado e fortalecido. Então quando o crush disse que eu ainda tinha uns quilinhos para emagrecer e ficar top, mandei ele se foder e disse para mim mesma que nunca mais iria deixar um homem dar pitaco no meu prato.

A vida melhorou desde então e meu peso tem se mantido estável e satisfatório – a saída da adolescência também ajuda bastante. Não é que eu ame fazer exercícios, mas sinto falta de fazer o mínimo que seja. Uma caminhada, um alongamento. Na verdade, hoje eu realmente não posso deixar de fazer alguma coisa, porque há uns 3 anos surgiu uma bursite/tendinite nos dois lados do meu quadril que dói, tipo, demais. Por isso, comecei a fazer pilates e até que, tá aí, até que gosto.

Mas como expliquei, meu relacionamento à distância me faz ficar longe da minha cidade às vezes por alguns meses seguidos, então preciso de alternativas à aula na academia. Quando viajo para temperaturas amenas, dá para fazer caminhadas e trilhas. Mas no inverno fica muito ruim! Desde que cheguei aqui, a temperatura não subiu dos -2ºC e não sou eu que vou ficar andando à esmo com o nariz escorrendo por aí. Então tem que dar um jeito de fazer as coisas dentro de casa mesmo.

Minha professora me disse para comprar uma fita elástica, que as pessoas chamam de theraband – mas é que nem gilette, é o nome da marca, Thera-Band. Existem várias marcas e você pode encontrar em lojas de produtos de fisioterapia. Eu comprei uma marca nacional, Carci Band, que custou R$30,00. A Thera-Band e uma outra marca estrangeira que o vendedor me ofereceu custavam mais que o dobro. Elas existem em várias cores, cada cor para uma intensidade de resistência, e em diferentes tamanhos.

Comprei a faixa azul, que tem uma intensidade média, com 1,5m (mas deveria ter comprado a de 2m). No início não sabia muito bem quais eram as possibilidades desse negócio, mas o YouTube é uma caixa de tesouros que me mostrou que essa faixa é basicamente tudo o que você precisa para um treino super eficiente de força e alongamento. Sinceramente, talvez eu nem volte a pagar as aulas de pilates, que são sempre bem salgadas. Essa faixa é realmente muito muito bacana pelo seu custo-benefício e pela portabilidade!

Descobri o canal da professora de ginástica Jessica Smith, que vale muito a pena:

https://www.youtube.com/user/jessicasmithtv

Ela tem vários tipos de treinos de 20, 30 e 40 minutos, de alongamento, musculação, yoga, pilates com a faixa, e até cardio, sem sair da sala! Já fiz alguns e achei muito bons, me senti com energia e estou com aquelas dorezinhas musculares pós-esforço, o que é bem positivo. Os vídeos são de boa qualidade, ela é bastante didática e agradável.

jessicasmith

Existe um mundo de vídeos de ginástica no YouTube, então se você não gostar da Jessica Smith, o que não falta são opções!

Importante tomar cuidado ao seguir esses vídeos, já que talvez o seu corpo não esteja preparado para um certo exercício ou você tenha alguma condição específica para a qual um determinado exercício não seja nada recomendado. E aí você vai se estropiar sozinha na sua sala, sem um professor fisioterapeuta do seu lado pra te colocar no lugar!

Eu resolvi fazer porque já faço pilates há algum tempo e conheço minhas limitações. Mas se você nunca fez nada do tipo e não faz ideia de como o seu corpo funciona e responde, não comece com vídeos! Sempre melhor procurar um profissional para te dar as primeiras pistas 😉

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2 comentários sobre “Ginástica em casa

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