The Voice e seus sonhos

Dá pra chamar The Voice de reality show? Não sei. Mas eu sempre gostei de ver as blind auditions. Apesar de ser estranho e até humilhante ter que fazer um show para pessoas que estão de costas, eu até que entendo o conceito. Num programa que é sobre A Voz, é importante não arriscar perturbar a compreensão dos ouvidos com possíveis preconceitos ou deslumbramentos em relação à aparência dos candidatos.

Eu adoro ver esse monte de talentos tendo a chance de ter seu momento e de emocionar grandes audiências. Em horas vagas, uma das coisas que eu faço é ficar no YouTube vendo um montão dessas apresentações… Como não entendo nada de música, canto malíssimo e tenho um ouvido que quase não consegue distinguir uma desafinação de um falsete, o meu julgamento é inútil. Então o que sobra pra mim é a emoção! E costumo gostar mais dos programas fora dos Estados Unidos, porque o pessoal não é tão tarado nos agudos.

Vou deixar links de uns preferidos:

Nesses últimos dias, descobri que no netnow tem algumas temporadas do The Voice USA. E fiquei vendo a temporada de 2016, com Adam Levine, Miley Cyrus, Alicia Keys e Blake Shelton. Eu nunca tinha visto uma temporada inteira e nem conhecido todos os participantes. O programa, em teoria, parte do princípio da realização do sonho maior. Pessoas com histórias de vida difíceis, histórias de vida normais, velhos, jovens, adolescentes. Como os jurados costumam dizer, ali só tem a nata, que passaram por uma pré-seleção foda para conseguir chegar às blind auditions. Quanto mais se consegue ir passando de fase, mais nata se é. Eu não saberia bem dizer quem é melhor do que quem, todos são excelentes, e já fiquei bastante chateada com a saída de alguns artistas.

Esse programa coloca em cena batalhas de titãs e o que ele ensina é que, ao contrário de todas as expectativas, não adianta correr atrás dos seus sonhos com todas as suas forças. Sob a fachada de realizar sonhos, The Voice diz que por melhor que você seja e por mais que você tenha se esforçado, você provavelmente não vai conseguir.

“After all, despite its initial raison d’etre, the show, three years in, has never launched an actual star […] So the show’s greatest use (despite the pleasure in seeing unknowns succeed, or fail, in assorted renditions of cover tunes) has turned out to be something else: taking established artists and making them bigger — much bigger” Billboard

Ponto para Louane! Que não chegou às finais, mas que depois se tornou protagonista do filme La famille Bélier, levando para casa um César e muitas lagriminhas da minha parte.

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